Universitários participam da caritativa, em São Paulo, preparando sopa para moradores de rua.

Caritativas

Iniciada com Dom Giussani, na década de 1950, as experiências de trabalho social desenvolvidas por Comunhão e Libertação, denominadas caritativa, envolvem milhares de pessoas no mundo.

“Entre o final de 1957 e o início de 1958, meninos e meninas de Gioventù Studentesca, de Milão, começam a ir todas as semanas à Bassa, uma vasta área rural na região sul de Milão. Um gesto imponente que todo domingo envolve centenas de estudantes”. Assim escreve Alberto Savorana na biografia do fundados de CL (Luigi Giussani. A sua vida, Milão 2014), contando sobre os primeiros tempos do Movimento, chamado de GS (Gioventù Studentesca). Uma foto em preto e branco tirada naqueles anos mostra os jovens jogando com as crianças do local. O clique paralisou os rostos contentes de uns e de outros. Não resolviam os mil problemas daqueles meninos: compartilhavam a vida. Dom Giussani dizia: “A exigência de nos interessarmos pelos outros é tão original, tão natural que está em nós antes mesmo de termos consciência dela e a chamamos lei da existência. Viver é compartilhar. A lei da vida é a caridade”. Esta é a origem da caritativa: um gesto que abre o coração e educa a viver de modo pleno. “Desde aquela época milhares de pessoas, na Itália e no mundo, são educadas a perceber que a lei da existência é a gratuidade, à imitação de Cristo”, prossegue a biografia de Dom Giussani.

A caritativa na Bassa (periferia de Milão) na década de 1950.

Hoje, quando pensamos nas ações realizadas em todos os cantos do Brasil, percebemos a mesma exigência de partilha e a mesma letícia. Não são mais os quintais de terra batida, mas catequeses, em Manaus; abrigos para idosos, no Rio de Janeiro e Salvador, visitas a prisões, em Belo Horizonte, preparo de sopa para os pobres, em São Paulo, e muito mais. São experiências simples que, aos dezesseis, aos vinte ou aos sessenta anos tornam concreta a ternura de Deus. É o rosto da Misericórdia que se mostra à nossa vida, que “nos é dada conhecer como proximidade e ternura, mas, em virtude disso, também como compaixão e partilha, como consolação e perdão. É algo que faz o coração arder e o desafia a amar”, como disse recentemente o próprio Papa Francisco, na Vigília da Divina Misericórdia

Dom Luigi Giussani definiu as linhas mestras deste gesto educativo na obra O Sentido da Caritativa.

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