Foto do arquivo pessoal

Um encontro com o amor infinito de Jesus

A comunidade do Rio de Janeiro se despede de Alcina, após longo período de doença. Uma amiga, que compartilhou suas vivências até o fim, nos fala um pouco de sua vida

Na madrugada do dia 24 de outubro, nossa amiga Alcina Alves voltou para Jesus. Ela foi mãe de Nelson e de nossa também grande e inesquecível amiga, a atriz Monique Alves, que enfrentou uma luta contra a leucemia e faleceu em 1994.

Alcina foi uma jovem da sociedade carioca e se aproximou da Igreja nos anos 90 através da filha, quando Monique foi à paróquia de Nossa Senhora de Copacabana para assistir a uma missa em agradecimento pela primeira fase de seu tratamento. Ela ficou tocada pela homilia de Dom Filippo Santoro, que na época era sacerdote na paróquia. Monique o procurou e manifestou o desejo de fazer algo para agradecer ao Senhor, e queria fazer uma doação para ser útil ao próximo nas suas necessidades. Padre Filippo lhe disse que a coisa era mais simples e a convidou a um encontro de adultos do movimento Comunhão e Libertação. A atriz respondeu: “Só isso?”, e naquele momento, através do encontro com Dom Filippo e padre Giuliano Renzi, encontrou a amizade de Cristo e a comunicou à sua mãe Alcina, que, seguindo os passos da filha, fez também seu encontro com a fé.

Dom Filippo passou a ser seu conselheiro, um amigo com quem Alcina comparava toda a sua vida. Mesmo com seu temperamento forte, ela era profundamente obediente. Como disse uma vez, através dessa amizade havia tomado uma decisão: “Deixei o namorado para ser só de Jesus”.

Ela vivia uma entrega na comunidade, e particularmente o momento da catequese, chamada Escola de Comunidade, era algo muito sério para Alcina, porque lhe comunicava como o encontro com Jesus toca e renova a vida toda. A comunidade foi o lugar onde pôde ser acompanhada na dor de ter perdido sua amada filha. Monique, que desde o início foi unida na amizade com seu padrinho, Giuliano, fez sua páscoa, depois de muita luta. Após sua partida é que Alcina fez a crisma, e eu, sua madrinha, me senti honrada por sua escolha!

Ela teve momentos difíceis como qualquer um, chegando a brigar com a sua fé. Mas em seus momentos finais ficou claro seu pertencimento a Jesus. Durante sua longa doença eu a visitava e rezávamos juntas. Nos últimos tempos, fraquinha, Alcina fazia esforço para juntar as mãos em oração, cantávamos, ela dava sinais de estar atenta. Nestes momentos, uma vez colocamos o áudio que Dom Filippo mandou da Itália, e ela se comoveu com sua voz e o amor infinito de Jesus. A Ele disse o seu sim!

Maria Olinda, Rio de Janeiro (RJ)