
Quaresma. Um povo que caminha no deserto
Da peregrinação ao Santuário da Penha ao início dos quarenta dias no deserto: um tempo de escuta, unidade e súplica pela mudança do coração, dentro das circunstâncias concretas da vidaNesta última Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma com a já tradicional peregrinação ao Santuário da Penha. Nos encontramos no início das escadarias e subimos juntos recitando o Terço e meditando os Mistérios Dolorosos com os comentários de Dom Giussani. Ao chegarmos ao Santuário participamos da Missa com a imposição das Cinzas.
Começamos assim este tempo forte que a Igreja nos propõe como o início de um caminhar juntos: quarenta dias no deserto. Tempo propício para a escuta do Senhor que nos fala. Momento de recolhimento e de Graça. Mas o caminho não é solitário. É o caminho de um povo que percorre o deserto, iluminado pelo Senhor que nos quis unidos. Unidos na Igreja e inseridos neste particular que é o Movimento. Dentro das circunstâncias da vida que cada um atravessa. Com todas as suas particularidades: alegrias e tristezas, aqui e agora. É preciso, portanto, permanecermos mais atentos ainda ao que nos é pedido neste tempo. De fato, é seguindo livremente que abandonamos as abstrações individualistas e nos abrimos à humildade de quem suplica a mudança do coração.
Peçamos, portanto, ao Senhor, que nos torne fortes na unidade e humildes para seguirmos sem nenhuma pretensão além daquela de sermos transformados no que Ele deseja de nós.
Diácono Etienne, Rio de Janeiro